O papel do profissional diante de ordens judiciais e demandas assistenciais

A judicialização da saúde tornou-se uma realidade cada vez mais presente na rotina médica. Ordens judiciais determinando fornecimento de medicamentos, procedimentos ou internações frequentemente colocam o profissional em situação de insegurança.

É fundamental compreender que o médico não deve assumir isoladamente a responsabilidade pelo cumprimento de decisões judiciais. Prescrição médica e cumprimento de ordem judicial são atos distintos, com implicações diferentes.

Diante desse cenário, algumas condutas são essenciais:

  • manter postura técnica e ética, sem confronto com o paciente;
  • comunicar formalmente a instituição, o plano de saúde ou a direção clínica;
  • registrar adequadamente no prontuário a existência da ordem judicial;
  • evitar decisões isoladas sem respaldo institucional ou jurídico.

O profissional de saúde deve atuar como técnico assistencial, preservando sua autonomia e segurança, sem se tornar responsável por questões administrativas ou judiciais que extrapolam sua função.

Cumprir uma decisão judicial não significa assumir riscos sozinho.

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